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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de julho de 2016. Atualizado às 08h46.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

20/07/2016 - 08h47min. Alterada em 20/07 às 08h49min

Balanços animam bolsas europeias, mas queda de mineradoras limitam ganhos

Após a maior parte das praças europeias fecharem em queda na sessão anterior, o tom desta quarta-feira (20) é mais otimista, com as bolsas perto dos níveis mais altos em quatro semanas. Resultados corporativos positivos sustentam a alta nos mercados, liderada por ações de tecnologia e o setor automobilístico. A queda dos papéis de mineradoras, no entanto, limitam os ganhos, principalmente em Londres.
Às 8h30min (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,16%, Paris ganhava 1,01% e Frankfurt subia 1,30%. Já a Bolsa de Madri tinha ganho de 0,65%, Milão avançava 0,54% e Lisboa tinha acréscimo de 0,55%.
Entre os destaques do dia, a Volkswagen apresentou lucro melhor que o esperado no primeiro semestre do ano, embora tenha registrado despesas adicionais de 2,2 bilhões de euros relacionadas ao escândalo que envolveu testes fraudulentos de emissões de poluentes em seus veículos. A montadora alemã teve lucro operacional de 7,5 bilhões de euros entre janeiro e junho. No horário acima, as ações da montadora subiam quase 7% em Frankfurt, disseminando bom humor entre outras empresas do setor. As ações da BMW, por exemplo, avançavam 2,56%. Em Paris, as ações da Renault subiam 3,10%.
Outro balanço que animou foi o da fabricante alemã de software empresarial SAP, que viu seu lucro líquido saltar 73% no segundo trimestre, ajudado por menores custos de reestruturação e crescimento em seu negócio de serviços em nuvem. A ação da empresa tinha alta de 4,1% e impulsionava o setor de tecnologia.
Indicadores considerados positivos também influenciam nos negócios. Na Alemanha, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,4% em junho ante maio, mas caiu 2,2% na comparação anual, segundo a agência de estatísticas alemã, a Destatis. Ainda assim, os resultados foram melhores do que o esperado, de alta de 0,2% e retração de 2,4%, respectivamente.
No Reino Unido, a taxa de desemprego caiu a 4,9% no trimestre até maio, de 5% nos três meses até abril, atingindo o menor nível desde 2005, segundo dados publicados hoje pelo Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). A previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal era de estabilidade na taxa, a 5%. A melhora no desemprego impulsionou a libra que, consequentemente, pesou nas ações de empresas exportadoras. Este foi um dos motivos que levou a Bolsa de Londres a subir menos que suas pares. No horário acima, a libra avançava a US$ 1,3170, de US$ 1,3082.
Outro fator que pesou em Londres foi a queda das ações de mineradoras. A BHP Billinton e a Anglo America divulgaram produção de minério de ferro menor do que a prevista em relação ao ano passado. No mesmo horário, as ações das empresas recuavam 5,06% e 6,90%.
No cenário político, o mercado deve acompanhar de perto as negociações da saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Hoje, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, vai fazer sua primeira viagem ao exterior como líder a Berlim, onde se encontrará com a chanceler alemã, Angela Merkel, em um jantar.
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