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Conjuntura Internacional Notícia da edição impressa de 11/02/2016. Alterada em 10/02 às 23h34min

Fed avalia retardar a alta gradual dos juros

MARK WILSON/AFP/JC
Presidente do Fed, Janet Yellen fez uma apresentação dos planos monetários para a Câmara dos EUA

Em discurso na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Janet Yellen, sublinhou itens que podem atrasar os planos da autoridade monetária de elevar os juros. Segundo Yellen, as condições financeiras se tornaram menos favoráveis ao crescimento, ao passo que estresses na China e em outros países podem afetar a economia dos Estados Unidos. As expectativas do mercado para a inflação também estão se deteriorando, disse.
Ainda que não tenha explicitamente apontado para um atraso nas elevações dos juros, o fato de a presidente do Fed ter sublinhado essas informações deu ao discurso um tom pessimista. Isto demonstra a cautela do Fed em levar adiante seu projeto de continuar elevando os juros após a alta em dezembro.
"Recentemente, as condições financeiras nos Estados Unidos se tornaram menos favoráveis ao crescimento, como pode ser visto no declínio dos preços das ações, custos mais altos de empréstimo para negócios mais arriscados e na continuidade da valorização do dólar", disse Yellen. "Estes desenvolvimentos, caso persistam, podem pesar sobre a perspectiva paraa atividade econômica e para o mercado de trabalho, embora a queda nos juros de longo prazo e nos preços do petróleo possam agir como um contrapeso."
Yellen afirmou que o Fed monitora "cuidadosamente" o que acontece nos mercados globais. Segundo ela, a economia dos Estados Unidos está perto de níveis considerados normais, porém é freada por forças contrárias. Yellen afirmou que o Fed "não hesitaria" em reverter a alta os juros, caso fosse necessário, mas disse não esperar que se chegue, em breve, a um cenário que justificaria um corte nos juros.
Quando o Fed subiu os juros em dezembro, os dirigentes da instituição apontaram para outras quatro elevações em 2016. No entanto, investidores se tornaram cada vez mais céticos quanto a essas projeções nas últimas semanas.
A próxima reunião de política monetária do Fed será em 15 e 16 de março. No entanto, de acordo com dados da CME, operadores acreditam que não há chances de uma alta nesta reunião. Apenas 19% das apostas acreditam que o Fed irá agir novamente neste ano.
Ao discutir as perspectivas para a política monetária, Yellen se ateve ao discurso do Fed dos últimos meses, dizendo que "as condições econômicas devem evoluir de forma que permitirão altas apenas graduais nas taxas dos federal funds". Com essas palavras, Yellen ainda deixa espaço para novas elevações neste ano. Ainda assim, seu foco nas condições financeiras, nas incertezas do exterior e nas expectativas de inflação mostra que o cenário se tornou mais difícil para justificar uma nova alta dos juros. Os dirigentes do Fed dão atenção especial para o rumo das expectativas de inflação. O banco central não quer mais pressão sobre os preços ao consumidor, uma vez que a inflação está abaixo da meta de 2% há mais de três anos e meio.
"As expectativas de inflação têm um papel importante no processo inflacionário", disse Yellen. "E a confiança (do Fed) na perspectiva para a inflação depende de forma importante do grau em que as expectativas de inflação permanecem bem ancoradas no longo prazo."
Um relatório do Fed divulgado juntamente com o discurso de Yellen sublinhou os riscos externos para as perspectivas econômicas dos EUA, além de complicações que podem surgir com o fato de que outros bancos centrais estão cortando seus juros no momento em que a autoridade monetária norte-americana pretende elevá-los. Esta divergência tem colocado pressão adicional sobre o dólar, que amplifica as consequências dos já pequenos ajustes de juros do Fed ao prejudicar as exportações. "Todo o resto constante, uma contribuição menor do setor externo à economia norte-americana aponta para um ritmo mais gradual de normatização da política monetária nos Estados Unidos", afirma o documento.
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