Erica Martinovski Fotógrafo FERNANDA DAVOGLIODIVULGAÇÃO  Erica Martinovski Fotógrafo FERNANDA DAVOGLIODIVULGAÇÃO Foto: FERNANDA DAVOGLIO/DIVULGAÇÃO/JC

Empreendedor, você tem dez minutos

Um dos maiores desafios para startups na hora de captar investimentos é o pitch - como é chamada a apresentação de novos negócios, com tempo aproximado de 10 minutos (pode ser menos)

Um dos maiores desafios para startups na hora de captar investimentos é o pitch - como é chamada a apresentação de novos negócios, com tempo aproximado de 10 minutos (pode ser menos). Clareza sobre os principais aspectos da solução ou produto é primordial.
Antes da eloquência para comunicar, muita gente esquece de uma etapa essencial: a elaboração do conteúdo. Segundo a fonoaudióloga Erica Martinovski, que é experiente no atendimento a startups e preparação de pitches, este costuma ser um escorregão comum.
"A questão não é estética de expressão na voz ou no corpo, mas sim na construção das informações", diz. "De repente, dentro do grupo de trabalho existe um foco, cada um tem a sua parte no desenvolvimento. E nem sempre as pessoas têm essa habilidade de condensar as informações e transmitir", salienta.
O conteúdo, além de ser transmitido, precisa se mostrar consistente. Erica explica que a apresentação de slides deve ser encarada como um mapa de todo o processo que está passando a empresa embrionária. Para isso, é preciso hierarquizar informações e dados, a fim de dar a dimensão real do trabalho para investidores. E mais: tem de fazer isso sem perder o entusiasmo, e com a preciosidade de síntese.
"Às vezes, alguém tem grandes ideias, projetos, algo realmente muito interessante a ser investido. Mas, no momento de apresentar, isso não fica evidente", reforça. E é essa evidência que, afinal, importa.
Depois do conteúdo, entra a atitude corporal. "A pessoa tem de demonstrar que está dentro daquilo, e que ela entende todo aquele processo, a construção, o gráfico que está mostrando", exemplifica.
Mais do que isso, ressalta, é preciso transmitir paixão pelo assunto, colocando isso na corporalidade e na voz.
"O que mais importa não é o detalhe estético, e sim a questão de perceber que quem está falando realmente detém a informação e está envolvido com aquilo", salienta.

Dicas de ouro da fono:

A escuta é mais importante do que a própria fala. E isso tem duas vias: a escuta das próprias informações e a percepção das necessidades. "Se eu não tiver uma escuta interna, não consigo organizar a informação. Eu preciso estar ouvindo o outro para entender qual foi o impacto que aquilo teve. Muita gente tem angústia desse momento de escutar. Não só a informação nua e crua, mas com todas as subjetividades." Ou seja: a escuta é a ferramenta do feedback.
Ao nos comunicarmos, às vezes, algumas necessidades estão encobertas na nossa fala. A dica é olhar para a comunicação com o outro a partir da necessidade que a pessoa está expressando e abrir espaço para se relacionar. "Investidor não quer alguém que chegue lá e fique de balela", complementa. É isso que faz com que as pessoas acreditem nas propostas que estão sendo transmitidas. "Não é mais só jogar as coisas para os outros."
Comunicação é a base para gerar ações, por isso é tão importante. "Se eu não consigo comunicar para o outro, o caminho vai ficar mais longo."
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