Afonso e Caroline Sales levam o empreendedorismo à Teologia através de sua empresa com temática católica Afonso e Caroline Sales levam o empreendedorismo à Teologia através de sua empresa com temática católica Foto: Antonio Paz/JC

Jogos educativos para catequese viram startup

Casal diz que iniciativas semelhantes ainda são muito tímidas no Brasil

Evangelizar além dos limites da catequese foi a proposta de Caroline Sales, 33 anos, quando incorporou jogos ao ensino de Religião a crianças. O que ela não imaginava era que o material pedagógico viraria uma empresa. Desde fevereiro, a estudante de Teologia e o marido, Afonso Sales, 37, dedicam-se à Efraim Jogos Católicos.
O sucesso do projeto foi tão grande que a iniciativa do casal ficou entre as finalistas da competição Startup Garagem, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), em setembro deste ano. Atualmente, a Efraim já possui 10 projetos de jogos com temáticas católicas a serem desenvolvidos e aguarda seu lançamento oficial em dezembro.
Caroline é catequista em Porto Alegre e prepara crianças para a Primeira Eucaristia. Como ela define, seus jogos "são 100% pedagógicos e 100% católicos". Embora com temática religiosa, a Efraim está aberta para todos os públicos.
Buscando trazer um atrativo às lições, ela criou um jogo para que o conteúdo ficasse leve e facilitasse o aprendizado. Esse primeiro tinha como tema central a história de Maria, mãe de Jesus. Hoje, são tabuleiros, cartas e peças comuns presentes nos modelos tradicionais.
"Duas horas ensinando religião precisava ser algo divertido, não tive a pretensão de criar uma empresa." Após a repercussão da foto nas redes sociais de um tabuleiro artesanal confeccionado por ela, a catequista percebeu que o produto poderia ser lucrativo. "Foi apenas quando as pessoas ficaram interessadas no tabuleiro que eu percebi que a brincadeira poderia dar dinheiro", conta. Com vontade de investir na empresa, Caroline e Afonso começaram a correr atrás de informações para concretizar o plano. "Eu tinha o jogo dentro da minha cabeça. As regras eram minhas e precisava deixar tudo certinho para as pessoas compreenderem também", explica Caroline. 
O casal fez uma extensa pesquisa para avaliar a probabilidade da Efraim dar certo. Eles percorreram casas de jogos, além de vasculhar a internet e lojas religiosas em busca de referências. Segundo eles, as iniciativas envolvendo jogos e religião são tímidas e quase inexistentes. "Não encontramos nada parecido por aqui. No Brasil, somos pioneiros", conta Afonso. 
A comercialização, inicialmente, se dará em paróquias. No futuro, pretendem expandir os locais de venda.
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Comentários ( 1 )
  1. Marcelo Carlesso

    Oi, como eu consigo o contato deles???? Agradeço Marcelo

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